
ARTESVISUAIS
As artes visuais integram meu campo de atuação como um território de expansão da dança. É a partir do corpo em movimento que construo imagens, ações e dispositivos visuais, compreendendo a fotografia, a videoperformance, a fotoperformance e a arte impressa como plataformas para a permanência da dança no campo imagético.
Minha trajetória nas artes visuais se constrói de forma integrada ao percurso em dança e performance. O interesse pela imagem surge inicialmente a partir da necessidade de registrar processos e obras, expandindo-se gradualmente para a criação de trabalhos autorais em que a imagem deixa de ser apenas registro e passa a operar como espaço de criação.
Meu trabalho investiga o corpo negro como imagem política, território sensível e campo de disputa simbólica. As obras articulam corpo, composição visual e performatividade para tensionar noções de identidade, representação, poder e memória. Os projetos reunidos nesta seção integram um conjunto de investigações visuais que atravessam fotografia, performance e imagem em movimento, afirmando o corpo como linguagem, presença e dispositivo crítico na produção artística contemporânea.
TRAGETÓRIA
Meu interesse pela imagem surge de forma experimental, a partir do uso do primeiro celular com câmera, quando inicio investigações de performar para a câmera. Em 2011, com a aquisição da minha primeira DSLR (Fujifilm FinePix S1800), aprofundo esse percurso de maneira autodidata, buscando compreender os fundamentos técnicos da fotografia e a câmera como dispositivo de criação.
A partir de 2015, ao ingressar no curso de Graduação em Dança da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), esse interesse se articula de forma mais consistente com a dança. Inicio estudos teórico-práticos nos campos da fotoperformance, videoperformance e videodança, especialmente nos cruzamentos entre dança, performance e novas tecnologias, passando a atuar tanto diante quanto atrás das câmeras.
Nesse contexto, desenvolvo trabalhos audiovisuais que transitam entre videoclipes, videopoemas e vídeodança, até realizar meu primeiro filmedança, “Isso não é sobre negritude”, dirigido em parceria com Uiara, como resultado do prêmio de criação concedido pela Produtora Nóis, dentro do projeto Multidão em Um, consolidando minha atuação no audiovisual como artista que articula dança, imagem e discurso político.
Paralelamente, desenvolvo trabalhos autorais independentes, como o filmedança “Água-dura”, no qual aprofundo a relação entre corpo, água, ambiente e espiritualidade, expandindo minhas pesquisas para além dos circuitos institucionais. Minha trajetória no audiovisual se constrói, assim, como um campo atravessado pela dança, no qual o corpo, a câmera e a edição operam como dispositivos integrados de criação, investigação e afirmação de narrativas negras contemporâneas.

PÁTRIA A(R)MADA BRASIL
2022
FICHA TÉCNICA:
Performer: Alexandre Roiz
Fotografia, Edição, Vídeo e Produção: Alexandre Roiz
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Pátria A(r)mada Brasil é um vídeoperformance que resultou na fotoperformance homônima, provocado pelo assassinato do Congolês Moise Mugenyi Kabagambe de 24 anos que foi brutalmente assassinado por cobrar seu salário que já estava atrasado. O crime aconteceu em um quiosque na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio dia 24 de Janeiro de 2022.
A ação performática foi um convite do Latitudes Africanas que é um projeto sobre as políticas, culturas e músicas africanas e suas diásporas do Grupo de pesquisa África-Brasil da Unilab, que realizou um ato virtual em todo o Brasil no dia 5 de fevereiro de 2022.
![Alexandre ROIZ - Torna-se - Cartão Performativo [72ppi]_Prancheta 1.jpg](https://static.wixstatic.com/media/182e97_f86b9dff435e42abbd1eb4de3f4bc702~mv2.jpg/v1/fill/w_980,h_551,al_c,q_85,usm_0.66_1.00_0.01,enc_avif,quality_auto/182e97_f86b9dff435e42abbd1eb4de3f4bc702~mv2.jpg)
TORNA-SE
2022
FICHA TÉCNICA:
Foto, Edição e Produção: Alexandre Roiz
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Torna-se é uma performance que está incluída no meu Trabalho de Conclusão de Curso da Graduação em Dança, que no decorrer de seus capítulos vai tratando da minha tomada de consciência de minha negritude, e do meu enegrecimento que não foi e não é apenas estético, mas é filosófico, político, artístico e em tantas outras esferas da minha vida profissional-artística.
Passei a me reconhecer negro aos 26 anos de idade após um ano cursando a graduação e vivendo na cidade de Uberlândia-MG, onde o racismo e a resistência negra coexistem de forma combativa cotidianamente, desde sua fundação até os dias atuais, contexto esse onde sofri os meus primeiros ataques racistas e onde eu participei das minhas primeiras conversas sobre racismo, raça, classe social e ativismos negro.

(PER)FORMEI
2021
FICHA TÉCNICA:
Foto e Edição: Alexandre Roiz
Figurino: Becas Uberlândia
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No ano de 2021 fui uma das artistas a ser convidado pelo Festival ZURETA da cidade de Uberlândia-MG que é um Evento de pessoas pretas para pessoas preta, destinado ao fomento das produções dessas artistas da cidade e da região.
Apresentei uma adaptação do solo PREtexTO COR[age] acrescido de uma difícil conclusão de graduação naquele momento que resultou na fotoperformance (PER)FORMEI. Onde por todo o período em que estava em processo de escrita do trabalho de conclusão de curso eu colocava a beca, me fortalecendo com a minha própria imagem no espelho formado, já que a mesma era de difícil visualização para mim.
Sou o primeiro homem negro a se graduar como Bacharel em Dança pela Universidade Federal de Uberlândia e para me formar, tive que performar minha formatura, incorporando a imagem de um jovem homem negro formado.

NEM CANSO,
NEM DESCANSO,
MUITO PELO CONTRÁRIO
2021
FICHA TÉCNICA:
Zine, Imagem e Edição: Alexandre Roiz
Finalização do arquivo: João Marcelo Emediato
No mês de agosto de 2021 fui uma das artistas selecionades para participar da Residência artística do IC 14, que funcionou como um Laboratório de Criação com o tema de Breve Atlas do Trabalho.
Criei o Zine chamado ‘Nem canso, Nem descanso, Muito pelo contrário’ que se propõe a repensa a identidade de Cristo que é retratado como um homem, branco europeu, e os nomes associados a ele, e aos nomes associados a EXU entidade da espiritualidade afro-brasileira. Se eu sou a imagem e semelhança de Deus, então Ele é preto e bixa e de traços negróides.
PRA FICAR MAIS CLARO
EU ESCURECI
Capítulo de livro
2020
FICHA TÉCNICA:
Concepção, Dramaturgia, Fotografia, Edição de fotografia: Alexandre Roiz
Colaboração: Marcelo Camargo
Coordenação gráfica: Tanto criações compartilhadas, Daniel Sabóia, Patricia Almeida e Fabio Steque
RELEASE:
“Quando olhamos para o sol ou para uma fonte luminosa, nossos olhos se comprimem ou se fecham completamente, porque excesso de luz causa cegueira. Então por que quando alguém quer saber se você entendeu algo, te perguntam: ‘ficou claro pra você?’. A língua portuguesa é racista”.
CONTEXTO DE CRIAÇĂO:
Alexandre Roiz foi convidado a integrar os artistas para criar um dos capítulos da 1ª Mostra de Dança Impressa (MDI) de Marcelo Camargo, que aconteceu dentro da Mostra PARALELA em sua 7ª Edição.
CORREFOUR
2020
FICHA TÉCNICA:
Performance: Alexandre Roiz
Foto, Edição e Produção: Alexandre Roiz
LINK PARA O INSTAGRAM:
CORREFOUR é uma fotoperformance que nasce da urgência de gritar o assassinato brutal de João Alberto Freitas um homem negro de 40 anos pai de família (três filhos e uma filha) que após ser espancado e asfixiado por dois seguranças brancos do supermercado Carrefour no bairro Passo d’Areia, zona norte da cidade de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, nas vésperas do dia da Consciência Negra (noite de 19 de novembro de 2020), que simbolicamente é uma data para recordarmos da luta da população negra brasileira contra toda violência escravagista histórica.
A CONSCIENTIZAÇÃO
DE CAM
Lambe-lambe
2021
FICHA TÉCNICA:
Concepção, Dramaturgia, Fotografia, Edição de fotografia: Alexandre Roiz
Colaboração: Vanessa Garcia
LINK PARA INSTAGRAM LATINIDADES
www.instagram.com/LatinidadesPretas/AlexandreRoiz
LINKs PARA O PDF DE:
Obra na integra:
RELEASE:
“A polícia, os índices de violência, a bala “perdida”, a baixa escolaridade, o desemprego, o “prevenção de perdas” dos estabelecimentos comerciais, nos veem, tratam, ferem e nos matam como uma pessoa preta, mas o sistema insiste em colocar em nossas certidões de nascimento que nós somos pessoas pardas. E até reforçam que somos pessoas morenas e morenas claras para nos distanciar da nossa negritude”.
CONTEXTO DE CRIAÇÃO:
Alexandre Roiz foi um dos artistas pretes do Brasil a ter um prêmio financeiro para produzir uma obra para o Festival Latinidades Pretas após um processo curatorial do evento. A obra desenvolvida é uma sequência de lambe-lambes, que foram criadas exclusivamente para o Festival que foi produzido pelo Instituto Afrolatinas em 20 de maio de 2021 de forma virtual.
A obra se encontra disponível no site do evento.

SIGNATÁRIA BRANQUITUDE
2020
FICHA TÉCNICA:
Performance, Foto e Edição: Alexandre Roiz
Fontes Conceituais: Sueli Carneiro, Cida Bento e Grada Kilomba.
Signatária Branquitude, é a imagem do que o sistema racista vem se organizando dentro de seus pactos para que seu conhecimento seja tido como universal e que pessoas negras e não brancas sejam soterradas por esse conhecimento que tem cor, gênero, raça e classe.
Signatária Branquitude é uma foto performance que nasce de um exercício de monitoria na disciplina de Dança e novas Tecnologias da Graduação em Dança da Universidade Federal de Uberlândia, ministrada por Ricard@ Alvarenga e monitorada por mim.
É uma obra que parte dos conceitos de Epistemicídio negro de Sueli Carneiro, Pacto da Branquitude de Cida Bento e questões do espaço acadêmico de Grada Kilomba.
![Solo - COM-JULGAÇÃO - [65 porcento de 26].jpg](https://static.wixstatic.com/media/182e97_fe2b26a04e484318a377a2067386bacf~mv2.jpg/v1/fill/w_980,h_551,al_c,q_85,usm_0.66_1.00_0.01,enc_avif,quality_auto/182e97_fe2b26a04e484318a377a2067386bacf~mv2.jpg)
COM-JULGAÇÃO
2019
FICHA TÉCNICA:
Performance e Edição: Alexandre Roiz
Mentora e mentores: Fernanda Dias, Fábio Batista e Serafin Aponte Najera.
Colaboração dramatúrgica: Camila Rocha, Adnã Ionara Maria Alves, Julia Eliseu de Oliveira e Reinaldo.
Foto: Camila Rocha
COM-JULGAÇÃO é um solo de dança contemporânea que também se configura em performance. E que gera a fotoperformance homônima, que é selecionada para ser a imagem de divulgação da Mostra de Processos da Residência Especial Criadores Negros na Dança chamada RECONSTRUCCIÓN onde a obra se desenvolveu.
RECONSTRUCCIÓN envolveu 20 artistas de países da América Latina, realizada no Centro Coreográfico da Cidade do Rio de Janeiro no mês de julho de 2019. Contando como realizadores: IBERESCENA
(Fundo de Ajuda para as Artes Cênicas Ibero-americanas), Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, Secretaria Municipal de Cultura, Centro Coreográfico da Cidade do Rio de Janeiro e FUNARTE, com apoio do Coletivo Negraação, ONG As Charmosas, e Departamento de Arte Corporal da Escola de Educação Física da Universidade Federal do Rio de Janeiro.
![Livro-Arma - Alexandre ROIZ - PRLL - 7 B [2023] WEB - Copia.jpg](https://static.wixstatic.com/media/182e97_12a0802497d9477ca8fecce6a7c5d12f~mv2.jpg/v1/fill/w_936,h_702,al_c,q_85,usm_0.66_1.00_0.01,enc_avif,quality_auto/182e97_12a0802497d9477ca8fecce6a7c5d12f~mv2.jpg)
LIVRO-ARMA
livroperformance
2019
FICHA TÉCNICA:
Concepção, Dramaturgia, Fotografia, Edição de fotografia: Alexandre Roiz
Colaboração: Marcelo Camargo
RELEASE:
O nome das coisas, o idioma que as coisas receberam seus nomes tem uma estrutura racista. A língua portuguesa é fundamentada em uma sociedade racista, imprimindo em sua organização, onde o branco ou o que se aproxima dele é supostamente bom e divino e o que é ruim é negro, preto e escuro. Com tudo isso nós pessoas negras passamos a vida em sua maioria do tempo tentando se distanciar do que se aproxima do negro, preto, escuro e tentando se aproximar do alvo com termos como moreno, moreninho, moreno claro e até mesmo pardo. Porque o lápis cor de pele nunca é a minha!?
CONTEXTO DE CRIAÇÃO:
Alexandre Roiz se inscreveu e foi selecionado na residência artística Praticas para caminhar no escuro ministrada por Leo França e Lia Cunha. Cada participante pôde compor sua própria ideia de publicação impressa, a partir de técnicas gráficas e experimentos corporais. Residência interessada em construir práticas performativas entre corpo, memória e papel.

DEMAQUILANTE FACIAL
2018
FICHA TÉCNICA:
Foto: Cassio Rodrigues
Edição: Alexandre Roiz
Durante uma disciplina do componente curricular obrigatório do Curso de Dança da Universidade Federal de Uberlândia denominada Caracterização, tive uma experiência de clareamento do rosto, devido os autores estudados serem brancos, e traziam orientações para caracterização para peles brancas de como se maquiar.
O docente de tal componente curricular durante a disciplina chega a dizer que realmente o mercado dos cosméticos (maquiagem) não leva em consideração a pele preta e seus tons. Muito menos consideram que o tom de pele influência no resultado final de uma maquiagem, logo me fez refletir como isso colabora no pensamento das técnicas de maquiagem como um processo racista de exclusão.
No final da disciplina cada discente deveria propor uma caracterização a partir das técnicas que aprenderam durante o semestre. Cada aula era como se eu raspasse meu rosto preto na tentativa de clareá-lo removendo simbolicamente a melanina dele, para conseguir um resultado que aquelas maquiagens nunca poderiam proporcionar a minha pele. O meu resultado foi um corpo negro, que teve sua face mutilada.
![DSC_4420 [RPOJETO] PNG 001 [QUADRADO] PRETEXTO 2023 WEB WIX 2.jpg](https://static.wixstatic.com/media/182e97_0b9cf0a118df46019f26caa205aeffaf~mv2.jpg/v1/fill/w_980,h_413,al_c,q_85,usm_0.66_1.00_0.01,enc_avif,quality_auto/182e97_0b9cf0a118df46019f26caa205aeffaf~mv2.jpg)
PREtexTO COR[age]m
2017
FICHA TÉCNICA:
Performance, Figurino, Dramaturgia e Edição:
Alexandre Roiz
Foto: Jemerson Carlos (Bob)
No segundo semestre do ano de 2017 durante o Estagio do Curso de Dança da Universidade Federal de Uberlândia, criei um solo de Dança Contemporânea durante um ano e meio, que teve como mote de criação a invisibilidade da população negra brasileira nas instâncias de representação, poder e ensino, genocídio da mesma e alguns dos elementos que distraem a população dessas questões de violência contra negres no Brasil.
Da minha pele, busquei ressaltar os índices: que, embora a população negra seja maioria no país, é minoria nas universidades entre seus membros discentes, docentes e técnicos. A partir desse solo de dança criei a fotoperformance de mesmo nome PREtexTO COR[age]m.

sem título
experimento nº1
2016
FICHA TÉCNICA:
Performance, Dramaturgia e Edição: Alexandre Roiz
Foto: Autorretrato
Primeiros estudos de fotoperformance dentro da graduação em dança, onde passei estudar a possibilidade da edição como potencializadora da imagem. sendo esse primeiro experimento o disparador das próximas fotoperformances e videoperformances.
CONTATO
Estou sempre em busca de novas oportunidades. Entre em contato.
(34) 9 8416 8126
![Pra ficar mais claro eu escureci WIX Web 4x4 [72ppi]-06.jpg](https://static.wixstatic.com/media/182e97_f86387c7ced749419ea4c7c2dccdc98b~mv2.jpg/v1/fill/w_1224,h_807,al_c,q_85,usm_0.66_1.00_0.01,enc_avif,quality_auto/182e97_f86387c7ced749419ea4c7c2dccdc98b~mv2.jpg)

